Secretaria Municipal da Saúde
Entre o propósito e o cuidado: médicos da família constroem vínculos que sustentam a saúde pública

A médica da família Sabrina Teixeira, da UBS Jardim Souza, na zona sul da capital, ao lado de usuárias acompanhadas pela equipe da Estratégia Saúde da Família (Acervo Pessoal)
Na rotina de uma Unidade Básica de Saúde (UBS), o cuidado não começa nem termina em uma consulta. Ele se constrói ao longo do tempo, entre visitas domiciliares, acolhimento, escutas atentas e histórias compartilhadas. É nesse cotidiano, no qual o profissional da Atenção Básica conhece não apenas a doença, mas também os determinantes que impactam a vida de cada paciente, que a Estratégia Saúde da Família (ESF) revela toda a sua potência.
Modelo assistencial multiprofissional da Atenção Básica, a ESF foi estruturada justamente para olhar além do sintoma, considerando o território, a família, as vulnerabilidades sociais e as necessidades específicas de cada comunidade. Hoje, a rede municipal conta com 1.733 médicos de Saúde da Família distribuídos pelas Coordenadorias Regionais de Saúde da capital e prevê a implantação de mais 100 novas equipes até 2028, ampliando a capacidade de cuidado e acompanhamento contínuo da população. E, conforme ressalta o secretário municipal da Saúde, Luiz Carlos Zamarco, a atuação das equipes está diretamente ligada ao reconhecimento da Saúde municipal que, pelo 6º ano consecutivo, foi eleita pela população o melhor serviço público da cidade de São Paulo, segundo o Instituto Datafolha.
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Para marcar o Dia do Médico da Família e da Comunidade, especialidade médica celebrada nesta terça-feira (19), a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo destaca as histórias de profissionais que, a partir desse vínculo construído no território, ajudam a transformar a realidade dos usuários do maior sistema público de saúde do país.
Para a médica da família e da comunidade Sabrina Teixeira Moretti, da UBS Jardim Souza, na zona sul da capital, esse caminho começou muito antes de vestir o jaleco. Primeira pessoa da família a ingressar no ensino superior, ela encontrou no sistema público mais do que uma oportunidade profissional: “Eu comecei a trabalhar na saúde pública por causa de um propósito e é por causa dele que eu continuo nesse trabalho; eu sou uma usuária sistema único de saúde e eu trato meus pacientes do jeito que eu gosto de ser tratada”, afirma.
Trabalhando há oito anos na rede, Sabrina viu sua própria trajetória se entrelaçar com o fortalecimento da Atenção Básica. Foi durante a formação e, depois, na especialização, no Sírio Libanês, que compreendeu o que define a medicina de família: o vínculo. “Não existe tratamento sem vínculo. A escuta ativa é fundamental para entender de forma mais profunda as necessidades do paciente”, explica. Essa escuta, livre de julgamentos e atenta às condições de vida, permite que o cuidado vá além do sintoma. “O médico da família é, acima de tudo, especializado em pessoas”, resume.
Cuidar ao longo da vida
Na zona norte da capital, o médico Bruno Costa Gonçalves, da Assistência Médica Ambulatorial (AMA)/UBS Jardim Brasil, compartilha da mesma convicção. Há quatro anos na ESF, ele encontrou na possibilidade de acompanhar seus pacientes ao longo da vida o principal sentido da profissão. “O que me motivou foi o vínculo e o cuidado longitudinal. A gente acompanha desde o pré-natal até o final da vida de uma pessoa. Estamos presentes na história daquela família”, diz. Para ele, esse acompanhamento contínuo é o que garante resultados mais efetivos. “O vínculo influencia completamente no resultado em saúde. Ele faz com que o tratamento funcione, porque o paciente confia e adere ao cuidado”, afirma.
A base do sistema
As histórias de Sabrina e Bruno ajudam a traduzir, na prática, o que a Estratégia Saúde da Família representa para rede de saúde da capital: um modelo centrado no território e no cuidado contínuo das pessoas que ali vivem. Para Sabrina, a ESF é mais do que uma estratégia. Ela é o próprio alicerce da saúde pública. Ela ressalta ainda o papel das equipes multiprofissionais nesse processo. “O cuidado não está na figura de único profissional. Ele é construído coletivamente, com o paciente no centro”, afirma.
De acordo com a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), cada equipe de Saúde da Família é formada por médico, enfermeiro, auxiliares de enfermagem e agentes comunitários de saúde, responsáveis pelo acompanhamento de até 4,5 mil pessoas. A implantação dessas equipes leva em consideração características sociodemográficas, vulnerabilidades sociais, aspectos ambientais e o perfil epidemiológico de cada território, permitindo um cuidado mais próximo da realidade de cada comunidade. Bruno segue a mesma linha ao defender a Atenção Primária como eixo estruturante da rede. “Não existe forma melhor de cuidar da população. A ESF permite um olhar integral e atua na prevenção, evitando que a doença se agrave”, diz.
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